Verbo Intransitivo

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5 de agosto de 2009

O prelúdio…

 

Antes que tudo comece…
Quero dizer que felicidade é palavra de ordem
Que rasga na voz uma liberdade compartilhada
Ecoa pelo horizonte, convoca a luz de um novo sol,
Afugenta os ventos gelados que um dia beijaram o meu rosto
Beijos cheios de falsidade e dissimulação
Eram as únicas coisas contidas numa vida vazia alheia…

Antes que o dia acabe…
Vou apertar a sua mão e dizer tudo nos teus olhos
Isso só tem graça se for dito sem palavra alguma
Que tudo seja dito pela leitura da face nua
Com toda a força que estronde tudo…
Abale as estruturas sólidas, tire os pés do chão
E ao mesmo tempo fortaleça os alicerces…
Numa forma sólida construída com confiança…

Quero dizer que não sou perfeito…
Muito pelo contrário, os vieses e a inconstância…
São motivos que me faz humano e mortal
Até o momento em que tudo explode
E mancha o papel com palavras inquietas
O que há de ser encontrado é um caráter
Que não se corrompe e não se vende…

Não há como reportar momentos passados agora
Não cabe aqui esse ego intumescido em si mesmo
Que teimou em se alimentar de vida minha
E se esconder em plumas de ave de rara beleza
Até que as garras foram percebidas e devidamente arrancadas…
Perdi tempo em juntar cacos de coisas sem valor – vidro barato
Enquanto cristais valiosos mereciam mais contemplação…

Isto não é uma carta de arrependimento
É mais um tijolo da minha personalidade que fora fortalecida
Que não se esconde. Este exemplo não foi seguido…
É muito simples abnegar um momento
Difícil é tirar lições de tudo e mexer na ferida rival…
Fugacidade em meio de águas turbulentas
Foi o que adquiri e saí com arranhões sem nome

Antes que tudo termine…
Já te cantei em verso, prosa, voei na asa ritmada da sua rima
Sucumbi ao momento de êxtase máximo
E encontrei o meu abismo na incerteza de quem somos.
Agora afino as cordas da minha vida
E todo no meu lual
Sinto areia aos meus pés, encontro o meu tom
A afinação é perfeita.

E o roçar do seu vestido me diz que o caminhar
É pausado, leve, elegante…
E me sinto atordoado, entorpecido mesmo
Com o barulho do seu perfume…
Num paradoxo de idéias me perco nas silabas
E me acho nos teus braços
E te encontro vestindo o melhor sorriso
Que pudera ser sonhado

criado por luissousac    23:15 — Arquivado em: Sem categoria

1 de fevereiro de 2009

Gole de sarcasmo


Quando nos falta um pouco de coragem,
Aquela responsável por concertar tudo que está fora de ordem
Falamos de uma doença, o seu diagnóstico é confirmado como?
Omissão de palavras, que teimam dizer no pensamento
Mas desde o momento pensado, há uma grande distancia na sua verbalização
A minha poesia agora ganha um cunho filosófico mais intenso
Uma fricção de palavras, que se aquecem em tal estado de desordem
Que se libertam da escravidão do papel e procuram uma voz que lhe represente…
Qual será a voz de coragem a recitar versos tão ousados?

Em um pequeno instante tudo se cala
Até o espelho busca a sua reflexão…
A arte de ser malabarista de palavras fica por um fio…
Uma bala passa o pensamento nesse momento
E da forma mais torpe possível o escrito grita
Que não há necessidade de fazer figura pra ninguém…
A sinceridade foi tatuada em uma pele que não se submete
Aos retoques de uma maquiagem borrada que desfigura uma face sem solução…

Um humor seco, com um tom um tanto quanto sarcástico
Que envolve olhar, sorrisos e até aquela ruga que forma na testa
A qual desafia qualquer tentativa ou esboço de contragolpe
É a forma em que mais se preservar tudo…
É também uma maneira de jogar um jogo que busca envolver sentimentos e atitudes
De se fazer a previsão do inimigo que é mundo…
De tratar com os conflitos, os amores, as paixões…
E enfim do ódio que coloca tudo mais perigoso com as suas gotas mortais de veneno…

Enfim… É época de purificar os versos, de refinar o que tem relevância
Chegou o momento de aplicar a arte de evitar inconvenientes
De simplesmente anular quem algum dia foi motivo de lágrima penosa…
É preciso somente esperar o tempo certo de tudo
Não há necessidade de prolongar sofrimento,
Nem de se privar do prazer que pode ser bebido em goles generosos
Esperar a felicidade é coisa mórbida, trabalho sem futuro…
Buscar a liberdade é muitas vezes utópico e imbecil…
Aproveitar os momentos felizes, que somados, constrói o paraíso particular

É preciso acordar desse sono pesado, cego, fútil…
Desse mundo de fantasias vãs, entorpecido por um motivo procurado
O mundo por mais perfeito que seja, tende ao caos
Um poço sem fundo que só caímos se quisermos
Ninguém é culpado de nos ter enganado,
Os olhos têm a obrigação de permanecer abertos…
As rosas perderão as suas cores, mas não pinte jamais um jardim que não existe…

criado por luissousac    22:38 — Arquivado em: Sem categoria

29 de dezembro de 2008

Escrita de uma palavra…

Foi criado um fosso em que as palavras se escondem
Que buscam refúgio toda vez que são insultadas…
E outro que separa personalidades diferentes que não se toleram
Num contrabalanço entre simplicidade e arrogância
Que não faz questão de nenhuma simpatia
Não concordo com a idéia que a poesia deve cursar com alguma lágrima
Em contrapartida ela sempre deve provocar algum sorriso,
Por mais triste que possa ter sido o seu motivo…

O gosto que fica se confunde com o sangue
As adagas ameaçam furar a pele
Percorrem todo o corpo, arranham a voz que não se permite cantar…
Nunca vou ser o tipo perfeito e que me venda pelas minhas palavras
É necessário que não se faça confusão entre obra e criador
Mesmo que para isso seja necessário que haja sincronia
Na maioria das vezes os caminhos são opostos
As águas se dividem, se enveredam em uma emoção que não existe…

Não concordo com a idéia que a poesia deve cursar com alguma lágrima
Em contrapartida ela sempre deve provocar algum sorriso,
Por mais triste que possa ter sido o seu motivo…
A inspiração é ofuscada pela luz do dia, amadurece durante o crepúsculo
E durante a madrugada grita, se torna fênix…
E irradia uma luz que a alguns queima as pupilas
Para outros conforta e confirma o que não tinha coragem de falar
Afirma e verbaliza tudo o que está no âmago alheio
Arranca sorrisos irônicos e deixa sem fôlego um peito que suspira apaixonado…

A palavra não deve ser moldada ou impedida de ser dita
Eufemismo não cabe quando o seu emprego é sincero…
É preciso que não faça a figura de um elogio sem precedente
Isto contribui para a construção de um ego que com o tempo
Causa nojo e suportar tais caprichos torna demasiado cansativo
Até o dia que o interesse se vai junto com toda a paciência
Que até então era diversão de horas vagas…

Poderia ficar horas teorizando sobre os traços vistos nos seus olhos
Sobre o talhe bem definido do seu semblante encantador
Enfim me enveredar nos pormenores que compõem em harmonia e gracejo
Tudo que consideremos completo para ser descrita uma beleza infinita
Em detrimento de tal futilidade que já descai ao erro de fazê-lo
Preferi retratar uma essência em alma, uma pessoa que se descreve pelo coração
Pela voz que tranqüiliza, e pelo toque suave das mãos que prendem
Sem precisar apertar com excesso
Digna da segurança que a liberdade proporciona
Prender sem correntes…

Somos obrigados a conviver com a contemplação de luas sem verão,
Ou qualquer vento que sopre sem direção e se resumem em voltas no ventre…
O que mais incomoda são os dias em que não chove nem faz sol
Toda a indecisão que mata aos poucos e envenena tudo que era paixão
Que se cansa de ser figurante de si mesmo…
Promove uma rebelião de sentimentos e refuta tudo que possa ser dito no futuro…

Audaz e audácia
Perspicaz e perspicácia
São palavras que tem a sua aplicabilidade limitada
E devem ser ditas e usadas com cuidado…
Referente ao grande risco de sermos vítimas das suas intenções…
O que tenho é uma fugacidade recorrente
Rosas, tulipas, orquídeas, acácias
Estes itens já foram descritos como de beleza efêmera…
Que assim como as palavras se não ditas da forma correta
E por mais beleza que tenham, com o tempo desbotam e secam
Se não tiver um coração capaz de recebê-las…

criado por luissousac    0:02 — Arquivado em: Sem categoria

2 de outubro de 2008

À Flor da Pele…

O sarau se recolhe à próxima noite, os amigos param de sorrir
E vão embora encontrar o que é mundo fora das pessoas
A poesia repousa e amadurece os seus versos
Não resiste a uma agressividade latente que rasga
As veias com uma força que empurra as palavras das mãos ao papel…
O equilíbrio é encontrado na música que toca agora…
A composição é própria, nada é gritado…
Não há imposição de notas, tudo é coração…
Faço a figura de um argumento que passou
As estrelas foram espalhadas pelo chão e escondidas pelos dia

A ponderação de tudo se traduz em tranqüilidade
A estação que se traduz em primavera, não força nada
As flores brotam de si mesmas…
Nunca é demais relatar uma fonte que transpira e inspira paixões contidas
Em um suspiro que se manteve guardado no recato tímido da distância
Que foi ofuscado pela luz do sol e admirado pela simplicidade e espontaneidade
O ar pomposo e supremo de antes, de tão volátil
Só foi notado quando não havia mais qualquer traço da sua falta…

Um veneno doce torna tudo mais perigoso
E ínsita um mundo arriscado e mais bonito do que parece…
Não vou seguir as pistas que me deu, não!
Vou pela contramão das coisas…
Contra os tornados e toda turbulência de vento…
Não tenho medo de tempestades…
Apenas aprendi a caminhar com elas

A porta entreaberta deixa passar um feixe de luz
Que não permite que tudo seja turvo…
Uma brisa envolve a alma num frio efêmero
Um sorriso se distrai e é percebido pelos olhos mais atentos
Um arrepio passa pela nuca e faz tremer a ponta do dedo…
A saudade só vem para compor a cena, essa é capricho, vaidade…
A presença é constante e cálida…

As arandelas cintilam um fogo vivo que consome tudo o que vê
Queima de dentro para fora, atribuir um nome a isso? Paixão!
Gritei uma liberdade que não era minha
Me prendi numa grade que não formava paredes
Quem me perguntou não me obriguei a responder tudo,
Sobre sentimentos que não foram dedicados,
Enfim um silêncio pairou no ar, um ego ficou sem resposta…
As farpas escapam e chocam nos vidros que antes não estavam
E não mereceram a torpe manifestação da minha sinceridade
Os jarros de cristal foram fortes e não se quebraram…
O seu perfume me acordou e disse que é tempo de colher novas pétalas…

criado por luissousac    1:42 — Arquivado em: Sem categoria

12 de setembro de 2008

Cicatriz…

 

Me dedico agora na escrita de um novo eu…
Cansei dos rascunhos velhos e desbotados
Deslocados da própria sorte, em encontrar as palavras certas
Muitas se perderam, mas algumas apenas se foram com razão
É tempo de olhar pelas frestas, acatar o carpe diem esquecido…
De ouvir a percussão que ecoa e se perde ao longe…

A disposição das palavras confunde a frase
Mistura os sentimentos em novelos de emoção
Dizem explicar o que preferia não haver resposta…
Não sucumbo à soberba ou orgulho que não mereça ser arranhado
Apenas não rego plantas às quais não me interessam mais as suas flores…

Aquela beleza plástica, as cores desbotadas, os risos sem versos…
São os elementos que compõem o seu rosto agora
Não sei do que foi feito do quadro contemplado antes
Isso agora pouco me importa
Seria medíocre enautecer algo sem admiração…
O que ficou para trás foi um pote cheio de ego solitário
À procura de uma vida que lhe caiba e aceite a sua condição

Em tempos de olhos fechados é comum esbarrar em espinhos
E por engano dirigir aos mesmos, mãos cheias de carinho
Passado e presente vêm compor perspectivas futuras…
Agora todo o momento já passou, a transição fez a sua hora,
Nada mais é tão importante quanto me enveredar pelos cabelos
Que se deixam cair pelos ombros guardando em si toda a displicência
E não notando o fenômeno provocado com aquele ritual da soltura dos fios…

Quando as luzes se apagam ao final da festa
E som se esvaece e se desfaz ao longe…
O que são apenas duas pessoas que se abraçam
E esperam o sol anunciar um dia novo
Que revela a cicatriz e mostra o quanto fomos fortes
Persistimos aos maus tempos e às adversidades das coisas…

Fintei os olhos que me traçaram um desafio
Um soluço tragou tudo o que um dia foi sonho
E agora foi esquecido…
Não somos ainda capazes de avaliar se as rosas sentem dor
Quando em impulso incauto e inconseqüente arrancam as suas pétalas
Por não saber contemplar beleza ou desconhecimento do que fazer com aquilo
Só sei que as rosas foram dadas…
E um espinho rasgou o dedo,
O que caiu sem gravidade foi sangue
Que se esvai em sentimento qualquer, escorre aos litros
Sem medo de ser contido…

criado por luissousac    22:33 — Arquivado em: Sem categoria

21 de julho de 2008

Vitrais…

Não há espaço mais na minha poesia para as sombras…
Não é necessário o lirismo desesperado das frases sem efeito…
A palavra é madura, não chora sem motivo
E mesmo quando em uma dor o motivo existe é hora de sorrir…
A minha clave de sol já esteve tatuada em sua pele
O desenho foi feito com os cacos dos vitrais
Que se tornaram ao longo do tempo tão obsoletos…

Mesmo que a eternidade passe num lapso de tempo
Que um momento breve se arraste pelo prazo infinito…
Os olhos cintilam a luz dos seus
A beleza vista e contemplada não é de quem é visto…
É dos olhos que se sujeitaram ao papel de espelho

Não cabe a teoria de qualquer fenômeno que seja
Preciso de algo que se explique em poucas palavras
Talvez nem elas mesmas façam sentido…
Os gestos podem falar bem mais agora
Sinto o cheiro da época em que passou não faz muito
Sem nenhum saudosismo na palavra…

Não quero cantar aquela saudade tresloucada
Em que se sucumbe à perda, não!
O que faço destas linhas pode parecer apenas sonhos,
Memórias de um tempo em que não se limitava ser feliz
E que hoje é observado com o gosto que só o seu vento me traz
A ciranda do mundo torna a ditar o ritmo em que devemos viver

O que trago são flores da primavera no inverno
Que mesmo não sendo tão quentes,
Trazem na sua essência uma forma cálida
São palavras colecionadas de momentos ruidosos e sorridentes
E não se limita a uma coleção de silabas enfeitadas com emoção efêmera
Não adianta procurar saber o que foi feito da lua…
O tempo deve ser contado, para quanto tempo falta para um novo sol…

Apresento um choque de quadros passados
A não explicação das suas duvidas…
Essa fugacidade é inerente à arte nova
Disponho-me sim a escrever alguma poesia, nada que emocione…
Apenas que cause alguma reação sem intenção
Não esqueci das flores, dos pássaros…
Do frio que vinha despertar com o meu calor…
Apenas guardei tudo para oferecer em uma próxima primavera…

criado por luissousac    22:51 — Arquivado em: Sem categoria

12 de junho de 2008

Sentimento incompleto

Quando encontrar não se resume na procura
O dia perpassa pela surpresa que atravessa o nosso caminho…
E agora apareceu como gratificação em encantamento aos olhos,
Os pensamentos se desfazem,
As vibrações positivas indicam a sua presença iminente…

O coração bate numa velocidade tal
Que neste momento só lhe cabe uma escolha…
Sentir esse sentimento de agora, na sua essência…
Que aflora e resplandece em emoção ou respirar como ato
Supérfluo de puro egoísmo,
Travando em si uma batalha que impede a explosão disso tudo no coração…
Salvo pelo suspiro apaixonado que é presenteado a alguém…

O chão falta aos pés…
O êxtase de antes é ponderado com momentos de tranqüilidade e segurança…
O choque das cores num jardim é observado com cautela
Até que é possível garimpar raridades
Onde sempre se olhou e só foram observados
Cactáceos em terra seca…

Se eu disser que não paro de pensar em você,
Não, isto não é um tiro deflagrado no escuro
Nem o arcabouço de uma moldura componente de um quadro vazio…
Se eu disser também em um depoimento rasgado
Que o coração acelera na mais alta freqüência
E que o meu maior medo é que ele pare…
Estaria mentindo e apenas caracterizando uma apaixonite
O que não deveria ser levado muito a sério…

O sentimento é simples…
É tranqüilo, como a contemplação calma do seu rosto
É fácil perceber a marcação do mesmo passo
No mesmo compasso…
Esta não é uma carta que tem o objetivo de entorpecer e embriagar em emoção…
Mas tem a dose certa de palavras para que a sua importância seja notada…
Isto é apenas um ensaio de um sentimento incompleto…
Que escorrega pelas linhas tortas que essas palavras se adensam…
E tendem a confundir os olhos de quem tenta decifrar o que aqui está escrito…

criado por luissousac    23:10 — Arquivado em: Sem categoria

25 de maio de 2008

cheiro de mato

 

Bom é acordar e sair de peito aberto aos verdes campos
E colher o orvalho que se reservou em gota na palma da folha…
Sentir um vento frio invadir e sensibilizar um vivente
Que guarda em si lembranças de uma infância…
Lembra de um tempo em que o mundo passava na sola de um pé descalço
E que até os espinhos eram valorizados…
Hoje viraram histórias que outrora foi o bastante para uma batalha homérica…

A canção hoje foi entoada até onde o som se desfaz
Junto com a maior representação do esforço vivo…
Percorrendo a galope pelo lombo animal,
Numa velocidade suficiente para desafiar a morte…
Cada pisada é gratificada com o perfume do campo
Os olhos contemplam uma paisagem
Que ficou numa saudosa e doce época da vida

Mesmo agora depois de completado o ciclo de uma vida
De ter visto desatados os laços de infância…
Às pessoas que construíram o que hoje aqui está
Rendo as minhas homenagens aos meus pais e digo
Que sempre terei o tamanho certo para caber no seu colo…

Lembrar das tardes repousantes,
Em que um momento lúdico acompanhou uma vida
E desabrocha em momentos de saudades
Em que as preocupações moravam num campo desconhecido
Que os problemas eram coisas de ficção
E que os nossos pais nos conservavam em redomas de vidro…

Enfim, como é bom ser criança…
E quem disse que é preciso ter pouca idade ?
Não, ser criança é saber sorrir até a última gota de graça
É perder o fôlego e cair sem forças,
Depois de uma gargalhada sem motivo
E pensar, o mundo mora na palma das minhas mãos
A minha sorte sou eu quem construo…
E no meu mundo só entram os que me são caros…

criado por luissousac    2:03 — Arquivado em: Sem categoria

21 de maio de 2008

Explicação…

Você me aponta com os olhos eu te respondo com um sorriso
A canção que tem o seu nome causa um arrepio…
Cada nota é representada num acorde perfeito
Quando os seus olhos são motivos de cada composição
Ai! Fica fácil dizer que neste momento a felicidade nos toca
Como o beijo cálido da manhã que desperta com os primeiros raios de sol…

Quando se torna inevitável sorrir,
Só me resta segurar firme as tuas mãos…
Caminhar em passos sem medida
Intercalar em abraços sem pressa,
Presentear em coração…
E acalentar as lágrimas que brotam em emoção

O mundo parece certo, mas é preciso ler nas suas linhas tortas
E descobrir que alguma coisa falta para que o meu mundo seja um dia completo…
São momentos que relampejam durante o dia
É o bastante para atordoar quem não pode agüentar te esperar
Quem não mais suporta viver longe do seu abraço
Mesmo te tendo ao meu lado
Como pode estar tão longe, estando sempre perto?

O transtorno da sua falta é suficiente pra acordar no meio da madrugada
Para te escrever nestas linhas…
O que vejo são argumentos espalhados pelo chão
São palavras soltas que busco em alguns verbos algum sentido…
Sinto um vento ruidoso cortar a alma e vulnerabilizar um coração sem rumo
Nasce um sentimento que escorre pelas pedras
E jorra aos litros, sem que isto cause perturbação…

Em alguns momentos as palavras foram lançadas em campos
Que só serviam de esconderijo da mediocridade…
Mas o mundo é feito de momentos que se superam como páginas dos livros que escrevemos Cada momento é um quadro que não me interessa quantas cores
Quando o que importou perde a graça o que sobra é o ridículo…

Não me peça para explicar o que aqui é escrito…
Apenas uma coisa eu passo dizer
Que não sei em que vielas se escondem tais palavras
Apenas sei que elas saem durante o dia inteiro
E se juntam em papel em algum momento…
Para expressar o que até hoje eu continuo sem saber explicar…

criado por luissousac    0:04 — Arquivado em: Sem categoria

3 de abril de 2008

Agridoce…

A despedida não é traço de fugacidade,
Nem mesmo resquício de alguma saudade
As palavras brotam em punho livre
E não merecem enveredamento em livros de emoção
Apenas são representações de sentimentos
Que tiveram a vontade de sair agora
E desistiu de calar, assim veio para explicar quem é você…

O que afasta o interesse é a necessidade observada de ser apenas um,
Da busca à atenção exclusiva…
A voracidade pelo carinho dispensado
E mesmo sem cobrança, nem ensaio foi devolvido….
O desejo de caminhar junto um dia
Hoje se resume na busca de um passo atrás a cada hora
Observar uma cena, um quadro fixo que se afasta
Se perde aos olhos e se confunde ao longe com os demais

Este jeito agridoce…
Isto se explica numa pessoa que não se limita em falar por palavras…
Não é necessário moldar as atitudes
Basta a pura e cálida forma de sorrir
Com isto nada mais é necessário
Não se esconder em máscara,
Não se por à frente das coisas…

Chegou a hora de filtrar as linhas…
Barrar o que simplismente insiste em sair,
De deixar decantar o óleo e até admitir a estética dita parnasiana
É tempo de sorrir e não se prender às lagrimas dos olhos que não encantam mais…
As estações repetem os seus ciclos e peculiaridades
Espontaneidade é a que encontro agora, sem pretensão…
Mas não pode deixar de ser notada e ter o seu sorriso seqüestrado em lembrança…

É válida a lembrança de que nos campos ao lado
As flores brotam e sorriem com toda a vivacidade da primavera…
E que nos campos d’antes, as flores não passam de botões senescentes
E só sabem se regar com tempestades…
Enfim, não adianta qualquer esforço
A perda de tempo já foi percebida
E mesmo assim não foi motivo de arrependimento
Afinal cicatrizes servem para nos lembrar que somos fortes…

criado por luissousac    23:41 — Arquivado em: Sem categoria
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